ASSENTOS
PAROQUIAIS DE MATRIMÔNIO
PARÓQUIA
DE SÃO SEBASTIÃO
LEOPOLDINA,
MG
1861
- 1930
O objetivo deste
trabalho foi colocar à disposição da
Secretaria
Paroquial um instrumento que diminua
o manuseio dos mais antigos livros de casamentos, contribuindo para a
preservação destes importantes documentos da
história de Leopoldina.
O levantamento foi
realizado nos livros de matrimônios da Paróquia de
São Sebastião do período de
O livro mais
antigo, identificado como “de escravos”,
é original
e foi dividido em duas
seções, sendo a primeira destinada aos casamentos
e a
outra aos batismos. A
primeira, com 100 folhas, não contém somente
casamentos
entre mancípios.
Em muitos, apenas
um dos cônjuges era cativo. Há
também pequeno número de casamentos entre pessoas
livres.
O livro que
recebeu da administração do Arquivo
Eclesiástico o
número 1 é também original,
inicia-se em maio de 1877 e contém 396 páginas
utilizadas, sendo o último
registro de outubro de 1889.
O livro número 2,
original, abrange o período de outubro de
O livro número 3,
com 400 páginas, recebeu o acréscimo de um Termo
de
Abertura assinado pelo
Cônego José Ribeiro Leitão no dia 27 de
dezembro de
1958. Contém transcrição
realizada pelo Padre Aristides de Araújo Porto no ano de
1928,
de eventos do
período de
O livro de número
4, com o último assento aposto na página 379,
é
também transcrição realizada
pelo mesmo padre em 1928, dos assentos relativos aos anos de
O volume de
número
5, com 400 páginas, abrange o período de
O último volume
analisado é o de número 6, é original
do
período
Um aspecto que se
destaca na comparação entre os originais e os
transcritos
é relativo à grafia
de nomes e sobrenomes. Enquanto os primeiros trazem a forma presente em
outros
documentos relativos às pessoas envolvidas, os outros
apresentam
adaptação para
as normas ortográficas vigentes no momento da
transcrição, tornando alguns
nomes irreconhecíveis, mormente os estrangeiros.
Supõe-se que o
Padre Aristides, além do desgaste físico que a
transcrição demandou, tenha
passado por intensa dificuldade de leitura dos originais. Foram
encontradas
algumas anotações do vigário da
época dos
eventos - o Padre Fiorentini, e
comparando-se o conteúdo com o transcrito tornam-se claras
as
modificações em
datas e nomes de pais, padrinhos e noivos.
Ressalte-se,
portanto, a necessidade de utilizar este índice considerando
as
possíveis
variações. Para as
alterações identificadas
na comparação com outros
documentos, optou-se por inscrever a forma original entre colchetes.
Por
exemplo: Luiza Yaja
[Luigia
Naia].
Nilza Cantoni
e Elisabeth Dorigo,
maio
de 2009.
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