É
bem
provável
que
alguns
leitores se recordem de uma
série
de
colunas
que,
em
parceria
com
a historiadora Nilza Cantoni, escrevemos
para
um
outro
jornal
da
cidade,
por
ocasião
dos 90
anos
da
Colônia.
Foram
mais
de duas
dezenas
de
textos
falando
sobre
a
formação
da Constança,
seu
funcionamento,
as
fazendas
que
foram divididas
em
lotes
e, as
famílias
que
ocuparam
esses
lotes.
Todos,
com
um
único
objetivo:
Lembrar
e
homenagear
os
bravos
imigrantes
e
descendentes
que
fizeram da Boa
Sorte
e da Constança a “nova
pátria”.
Agora
voltamos ao
assunto.
Com
a
diferença
que
desta
vez,
trazemos uma
proposta
aparentemente
audaciosa,
qual
seja a de começarmos a
pensar
e
preparar
algumas
atividades
para,
em
2009, comemorarmos o
centenário
da
Colônia
Constança.
-
Isto
é uma
loucura,
dirão
alguns.
Isto
é
inviável,
pensarão
outros.
De
nossa
parte
diríamos,
pelo
contrário,
que
julgamos
ser
perfeitamente
factível.
E ousaríamos
mais.
Diríamos
que
isto
é
muito
fácil.
Que
é
infinitamente
mais
fácil
do
que
sair
da Itália, há
um
século
passado,
num
navio
que
oferecia
pouca
certeza
de
que
chegaria ao
destino,
com
praticamente a
roupa
do
corpo
e, num
lugar
onde
se falava
outra
língua,
do
outro
lado
do
mundo,
vencer
trabalhando num
lote
de
terras.
Organizar
esta comemoração é
muito
mais
fácil
do
que
arrancar
o
sustento
da
família
de
cinco
alqueires
de
terras
e,
ainda,
fazer
dos
filhos
e
netos
cidadãos
honrados e respeitados na
cidade.
Para
nós,
em
outras
palavras,
organizar
uma comemoração do
centenário
da
chegada
desta
gente
é
um
nada,
diante
do
que
eles
fizeram
pela
cidade.
Porque
existe
um
mundo
de
atividades
de
organização
simples
e de
baixo
custo,
que
necessitam
apenas
serem direcionadas neste
sentido.
Torneios
esportivos
(são
dois
campos
na Boa
Sorte
e
um
na Constança); uma
festa
na
igreja
de
Santo
Antonio, na
Onça
(igreja
construída
em
1915,
com
a
ajuda
dos
colonos);
atividades
escolares
mostrando a
importância
da
Colônia;
pequenos
textos
e
notas
nos
jornais
e
revistas
da
cidade;
comentários
em
programas
de
rádio;
reuniões
de
descendentes
das
famílias
de
colonos
e inúmeras outras
atividades
que
poderão
até
contar
com
o
apoio
de
instituições
ligadas
a
programas
de
intercâmbio
Brasil-Itália.
Na
verdade
acreditamos
que,
basta
querer
e
devotar
um
pouco
de
interesse
pelos
antigos
imigrantes
que
as comemorações surgirão
naturalmente.
Basta
pensar
na
força
e
importância
de
seus
descendentes,
que
pode
ser
medida
até
mesmo
pelo
número
deles espalhados pelas
ruas,
pelo
comércio,
pelas
indústrias,
pelas
empresas
de
serviços
e
por
toda
a
sociedade
leopoldinense.
Basta
vontade
de
não
querer
esquecer
estes
heróis
do
passado.
Basta
ter
orgulho
dos
próprios
antepassados.
Basta
você,
leitor-descendente,
divulgar
esta
idéia
na
sua
família
e
dar
o
primeiro
passo.
Chamar
os
parentes
e
formar
a
primeira
equipe
que
disputará
um
grande
torneio
de congraçamento
entre
as diversas
famílias
de
colonos.
Basta
você,
professora,
convidar
seus
alunos
a escreverem
sobre
esses
italianos.
Basta
você,
sitiante
que
hoje
é
proprietário
de
terras
na
Colônia,
escrever
na
porteira
do
seu
sítio
o
número
do
lote
ao
qual
pertenciam as
suas
terras.
Basta
você,
cavaleiro
que
aprecia uma
cavalgada,
programar
a
próxima
para
conhecer
os
caminhos
dos
lotes
da
Colônia
Constança.
Basta
você......ter
vontade.
O
resto,
o
sangue
daqueles
velhos
italianos resolverá.
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