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100 anos da Colônia Agrícola da Constança

ANZOLIN: DUAS FAMÍLIAS DE COLONOS

Coluna publicada n'O Leopoldinense, 15 junho 2007

 

Os Anzolin tiveram uma trajetória semelhante à de muitas outras famílias italianas obrigadas a migrações constantes em busca de trabalho e sustento. Com origem em Portogruaro, uma pequena cidade da província de Veneza, deixaram a terra natal para trabalhar em plantações da vizinha província do Friuli que, na  época, pertencia à Áustria.

Até onde pudemos apurar, não foram apenas os homens da família Anzolin que saíram do país. Através de um passaporte emitido na Áustria, soubemos que Secondiano Anzolin com sua esposa Maria Amadio e filhos viviam naquele país desde 1890. E é sobre os descendentes desse Secondiano que se vai falar aqui. Principalmente sobre as famílias dos filhos Giovanni Ottavio e Basílio Anzolin, que em 1910 vieram para Leopoldina.

Antes, registre-se que os familiares que ainda podem ser encontrados em Leopoldina referem-se apenas a Osvaldo, Stela, Giovanni e Basílio como sendo filhos de Secondiano. Mas das pesquisas realizadas restam dúvidas se Giacomo Anzolin que chegou ao Brasil em 1894 e foi contratado para trabalhar em São João Nepomuceno e, Antonio Anzolin, que se instalou em Joinvile, no estado de Santa Catarina, também não seriam filhos do mesmo Secondiano

Dos filhos Osvaldo e Stela, não se tem notícias. De Giovanni Ottavio Anzolin sabe-se que nasceu  no dia 23 março 1878 em Portogruaro e casou-se com Rosa Pasianot no dia 26 dezembro 1899 em Cinto Caomaggiore, também em Portogruaro. Rosa era filha dos italianos Antonino Pasianot e Mariana Corali, tendo nascido numa outra pequena localidade de Portogruaro, chamada Pravisdomini. De Basilio Anzolin sabe-se que nasceu em Portogruaro, no dia 3 de junho de 1881. Casou-se com Antonia Ramanzi, italiana, filha de Luigi Ramanzi. no Brasil, enviuvou de Antonia e casou-se Luiza Gallito, filha dos italianos Giovanni Gallito e Elisa Borella.

Os irmãos Giovanni Ottavio e Basilio instalaram-se em 1911 na Colônia Agrícola da Constança, nos lotes 55 e 57 respectivamente.

Quanto aos filhos de Rosa e Giovanni encontramos: Otavio que se casou com Cecília Mariana Gallito;  Maria, casada com João Batista Gallito; Antonia, esposa de Balthazar Gallito;  Constantino; Eleonor Veronica; Genoveva e Geraldo. Uma curiosidade nesta família é que os três filhos mais velhos, nascidos na Itália, casaram-se com irmãos de Luiza Gallito, a segunda esposa de Basilio Anzolin.

Na década de 1920, filhos de Giovanni deixaram a Colônia Agrícola da Constança e, no final do séculos XX alguns dos seus descendentes viviam no interior do Espírito Santo e em Governador Valadares, MG. É possível que o próprio Giovanni tenha migrado junto com eles, que não são encontradas referências posteriores sobre sua permanência em Leopoldina.

Basílio Anzolin permaneceu na Colônia, onde nasceram seus filhos e alguns descendentes ainda residem. Do seu primeiro casamento nasceram os filhos Maria, Antonio, José Luiz e Maria Luiza. Em março de 1919, faleceu Antonia Ramanzi. Dois anos depois Basilio contraiu matrimônio com Luiza Gallito, com quem teve os filhos Carmita Isabel, Donatila Julieta, Germano Lucas, Carolina Regina, Maria Santina e Faustino Secondiano.

De Maria não se tem notícias; Antonio, casou-se com Maria Magdalena, filha dos italianos Giuseppe Farinazzo e Stela Lorenzeto; José Luiz, casou-se com Olívia Lorenzetto; Maria Luiza,  casou-se com Abilio Moroni; Carmita Isabel foi esposa de Custódio Ávila de Oliveira, Donatila Julieta casou-se com Osvaldo; Germano Lucas casou-se com Sebastiana Lorenzetto; Carolina Regina casou-se com Antenor Maria de Oliveira; e Faustino Secondiano casou-se com Minalda Lúcio.

Luja Machado e Nilza Cantoni

 

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