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Os
Anzolin tiveram uma trajetória semelhante à de muitas outras famílias
italianas obrigadas a migrações constantes em busca de trabalho e sustento.
Com origem em Portogruaro, uma pequena cidade da província de Veneza,
deixaram a terra natal para trabalhar em plantações da vizinha província
do Friuli que, na época, pertencia à Áustria.
Até
onde pudemos
apurar,
não foram
apenas os
homens da
família Anzolin
que saíram do
país.
Através de
um
passaporte emitido na Áustria,
soubemos
que Secondiano Anzolin
com
sua
esposa Maria Amadio e
filhos viviam naquele
país
desde 1890. E é
sobre os
descendentes desse Secondiano
que se vai
falar
aqui.
Principalmente
sobre as
famílias dos
filhos Giovanni Ottavio e Basílio
Anzolin,
que
em 1910 vieram
para Leopoldina.
Antes, registre-se
que os
familiares
que
ainda podem
ser encontrados
em Leopoldina referem-se
apenas a Osvaldo, Stela, Giovanni e
Basílio
como sendo
filhos de Secondiano.
Mas das
pesquisas realizadas restam
dúvidas se Giacomo Anzolin
que chegou ao Brasil
em 1894 e foi contratado
para
trabalhar
em
São João Nepomuceno e, Antonio
Anzolin,
que se instalou
em Joinvile, no
estado de
Santa Catarina,
também
não seriam
filhos do
mesmo Secondiano
Dos
filhos Osvaldo e Stela,
não se tem
notícias. De Giovanni Ottavio
Anzolin sabe-se
que nasceu no
dia 23
março 1878
em Portogruaro e casou-se
com
Rosa Pasianot no
dia 26
dezembro 1899
em
Cinto Caomaggiore,
também
em Portogruaro.
Rosa
era
filha dos italianos
Antonino Pasianot e
Mariana Corali, tendo nascido numa
outra
pequena
localidade de Portogruaro,
chamada Pravisdomini. De Basilio
Anzolin sabe-se
que nasceu
em Portogruaro, no
dia 3 de
junho de 1881. Casou-se
com Antonia Ramanzi, italiana,
filha de Luigi Ramanzi.
Já no Brasil, enviuvou de Antonia e
casou-se Luiza Gallito,
filha dos italianos Giovanni
Gallito e Elisa Borella.
Os
irmãos Giovanni Ottavio e Basilio instalaram-se em 1911 na Colônia
Agrícola da Constança, nos lotes 55 e 57 respectivamente.
Quanto aos
filhos de
Rosa e Giovanni encontramos: Otavio
que se casou
com Cecília
Mariana Gallito; Maria,
casada
com João
Batista Gallito; Antonia,
esposa de Balthazar Gallito;
Constantino; Eleonor Veronica; Genoveva e Geraldo. Uma
curiosidade nesta
família é
que os
três
filhos
mais
velhos, nascidos na Itália, casaram-se
com
irmãos de Luiza Gallito, a
segunda
esposa de Basilio Anzolin.
Na
década de 1920,
filhos de Giovanni deixaram a
Colônia
Agrícola da Constança e, no
final do
séculos XX
alguns dos
seus
descendentes viviam no
interior do
Espírito
Santo e
em
Governador Valadares, MG. É
possível
que o
próprio Giovanni tenha migrado
junto
com
eles,
já
que
não
são encontradas
referências
posteriores
sobre
sua
permanência
em Leopoldina.
Basílio
Anzolin permaneceu na Colônia, onde nasceram seus filhos e alguns
descendentes ainda residem. Do seu primeiro casamento nasceram os filhos
Maria, Antonio, José Luiz e Maria Luiza. Em março de 1919, faleceu Antonia
Ramanzi. Dois anos depois Basilio contraiu matrimônio com Luiza Gallito,
com quem teve os filhos Carmita Isabel, Donatila Julieta, Germano Lucas,
Carolina Regina, Maria Santina e Faustino Secondiano.
De Maria
não se tem
notícias;
Antonio, casou-se
com Maria Magdalena,
filha dos italianos Giuseppe
Farinazzo e Stela Lorenzeto; José Luiz, casou-se
com Olívia Lorenzetto; Maria Luiza,
casou-se
com Abilio Moroni; Carmita Isabel
foi
esposa de
Custódio Ávila de
Oliveira, Donatila Julieta casou-se
com Osvaldo;
Germano Lucas casou-se
com Sebastiana Lorenzetto; Carolina
Regina casou-se
com Antenor Maria de
Oliveira; e Faustino Secondiano
casou-se
com Minalda Lúcio. |