Com
a
devida
permissão
do
Editor,
vamos
trazer
para
este
espaço
uma
série
de textos
sobre
a
Colônia
Agrícola
Constança e a
imigração
italiana
em
Leopoldina.
Antes,
porém,
queremos
fazer
algumas
colocações
que
julgamos
importantes
para
o
entendimento
do
que
será
dito
e
para
a
compreensão
dos
objetivos
que
buscamos
com
este
trabalho.
Começamos
por
deixar
claro
que
o
nosso
único
e
exclusivo
objetivo
é
criar
o
interesse
e as
condições
favoráveis
à
realização
de uma “sonhada” comemoração do
CENTENÁRIO
da
Colônia.
Qualquer
um
que
conheça a
história
da
imigração
italiana,
motivo
inclusive
de algumas
novelas
e
filmes
da TV,
por
ela
se encantará
com
toda
a
certeza.
E
nós
não
apenas
conhecemos.
Nós
crescemos vivenciando
capítulos
desta
história
e aprendendo a
respeitar
essa
gente
que
víamos tirando da
terra
o
sustento
de
suas
famílias.
Crescemos conhecendo e convivendo
com
alguns
imigrantes
e
com
muitos
dos
seus
filhos
e
netos,
pelos
caminhos
da Boa
Sorte
e pelas
ruas
de Leopoldina. E foi o
respeito
e o
apreço
por
estes
italianos e
pela
história
da
Colônia
que
nos
levou ao
interesse
pelo
estudo.
Por
via
de
conseqüência,
fomos
convidados
e
com
grande
honra
estivemos
em
Barbacena,
entre
os
dias
20 e 22 de
outubro,
participando
como
palestrantes do II
Seminário
sobre
Imigração
Italiana
em
Minas
Gerais,
onde
falamos
sobre
“A
Colônia
Agrícola
Constança e a
Origem
de Algumas
Famílias
Italianas de Leopoldina”.
Ali
dissemos,
dentre
outras
coisas,
ser
evidente
que
a
produção
das
lavouras,
pomares,
terreiros,
moinhos,
engenhos
de
cana
e
olarias
da
Colônia
foi
importante
para
o
progresso
da
cidade.
Como
é
evidente,
também,
que
esta
produção
fez
movimentar
muita
riqueza
pelas
estradas
de
chão
batido
da
Colônia
e
pelos
trilhos
da E. F. Leopoldina. Ressaltamos,
ainda,
e
com
muita
ênfase,
nossa
crença
de
que
a
grande
contribuição
da
Colônia
e dos
imigrantes
não
está
somente
no
aspecto
econômico.
Está,
talvez
muito
mais
vivo na
mistura
de
raças
que
nos
proporcionou e
nos
exemplos
de
trabalho
e
dedicação
deixados
por
aqueles
imigrantes.
Trabalho,
inclusive,
que
nos
permitiu
sem
grandes
traumas,
por
exemplo,
fechar
o
ciclo
do coronelismo e
iniciar
o de
um
desenvolvimento
mais
igualitário,
onde
a
riqueza
deixou de
estar
apenas
nas
mãos
de uns
poucos
e
abastados
fazendeiros
para
se
espalhar
pelos
diversos
sobrenomes
italianos
que
hoje
se destacam no
comércio,
na
indústria,
na
prestação
de
serviços,
na agro-pecuária e nas
demais
atividades
produtivas desta
nossa
Leopoldina.
Ao participarmos daquele
Seminário
avivou-se
em
nós,
com
mais
força,
a
necessidade
de se fazer
algo
para
não
deixar
cair
no
esquecimento
a
história
de
sua
gente.
E é
isto
o
que
fazemos.
Durante
o
evento
pudemos
perceber
que
existe
um
movimento
intenso
pelo
recuperação
das
informações
sobre
a
vida
dos
imigrantes
italianos. Leopoldina,
como
sede
de uma das
grandes
colônias
de
Minas
Gerais,
não
pode
ficar
de
fora.
Vale
lembrar,
para
finalizar,
que
o
Seminário
foi promovido
pela
Agência
Consular Italiana,
pela
Associação
Ponte
Entre
Culturas
de
Minas
Gerais
e
pelo
Comitê
da
Imigração
Italiana
em
Minas
Gerais,
Tocantins e Goiás, reunindo historiadores e
pesquisadores
de
Minas
e da Itália e contando
com
o
patrocínio
e
apoio,
dentre
outros,
da FIAT, da
Fundação
Torino, da UNIPAC e de algumas
prefeituras.
Um
número
significativo
de
entidades
com
interesse
em
iniciativas
que
busquem
resgatar
a
memória
deste
povo
que
um
dia
deixou
sua
terra
natal,
a Itália, e
veio
“fazer
a América”. Ficamos a imaginar a possibilidade de algumas destas
entidades
direcionarem
parte
de
seus
interesses
para
os
imigrantes
que
vieram “fazer
a América” trabalhando as
terras
leopoldinenses.
José Luiz
Machado Rodrigues
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