100 anos da Colônia Agrícola da Constança

É POSSÍVEL COMEMORAR?

Coluna Publicada n'O Leopoldinense, 30 dezembro 2006

 

Dentro de pouco tempo a Colônia estará completando 100 anos de sua criação. Um século!

            Pela importância de que se reveste esta data e por tudo o que poderá representar para a cidade e para os descendentes dos italianos, acreditamos ser muito bom pensarmos, a partir de agora, em algo que possa marcar esse dia.

            Óbvio que não estamos falando ou pensando em nada grandioso e caro, que inviabilize a participação de quem quer que seja. Realmente não é isto que pensamos. Muito ao contrário, pensamos em realizar o que estiver ao alcance e ao gosto da maioria. Nada além disto.

            Na verdade estaríamos satisfeitos se conseguíssemos comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança, por exemplo:

- com a realização de um torneio de futebol; ou,

- com um jogo de malha; ou,

- com uma cavalgada pelas estradas da Colônia; ou,

- com um passeio de bicicletas pela Boa Sorte; ou,

- com um encontro de representantes das famílias dos imigrantes; ou,

- com a aprovação de uma lei dando o nome de “Avenida dos Imigrantes” à pista lateral da BR-116 no trecho entre a Igrejinha de Santo Antônio e  a entrada da Boa Sorte; ou,

- com uma exposição, nas escolas da Colônia, dos textos e imagens que os estudantes produzirem a respeito dos antigos moradores daquele local; ou,

- com apresentações artísticas de grupos representativos das inúmeras famílias de italianos que viveram em Leopoldina; ou

- quem sabe, com tudo isto junto, num mesmo final de semana, para marcar definitivamente a data?

Coisas simples, como simples são as pessoas que desejam estas coisas. Apenas um motivo para reunir os descendentes, conhecer um pouco mais da história e da cultura desse povo e despertar, nos seus descendentes, o interesse pelo resgate desta história e cultura. E, obviamente, divulgar a Colônia Agrícola Constança para colocá-la no seu devido lugar, dentre as demais colônias criadas no estado de Minas Gerais.

Como podem observar, nada complicado. Nada que demande somas absurdas de dinheiro. Nada impossível de ser realizado por qualquer um de nós, sem muito esforço e com os recursos de que dispomos.

Atividades que dependem muito mais da vontade dos descendentes de prestar uma justa e merecida homenagem aos seus valorosos antepassados. Atividades simples, comuns, que estamos acostumados a realizar e que poderão, inclusive, trazer benefícios futuros para os descendentes dos imigrantes.

E vamos um pouco além.

Com toda a certeza, tomada a decisão de realizar a comemoração e estando o grupo unido neste objetivo, sem vaidades e melindres pessoais, não faltará apoio de universidades, organismos e entidades que cuidam dos interesses dos imigrantes italianos.

Com a palavra os descendentes de: Anzolim, Bartoli, Bedim, Bolsoni, Bonini, Brando, Bronzatto, Carminatti, Campana, Campanha, Carrara, Carraro, Casadio, Colli, Cosine, Farinazzo, Ferreira, Fófano, Gotardo, Lorenzeto, Lupatini, Marcato, Meneghetti, Montan, Pedroni, Sellani, Togni, Toni,  Zampier, Zanzirolami, Zangali, Zaquine e tantos outros cujos antepassados viveram na Colônia, a quem compete dizer se desejam prestar esta homenagem aos seus antepassados comemorando o Centenário da Colônia Agrícola Constança.

José Luiz Machado Rodrigues

 

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