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100 anos da Colônia Agrícola da Constança AOS NOSSOS LEITORES E AO EDITOR DO GLN Coluna publicada n'O Leopoldinense, 16 de março de 2010 |
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Encerramos a coluna anterior agradecendo aos nossos colaboradores. Hoje queremos nos dirigir ao editor deste Jornal e aos seus leitores que nos acompanharam. Começamos por recordar novembro de 1998 quando publicamos o texto “Fazenda Boa Sorte e Colônia Constança” num dos jornais da cidade que na época era responsabilidade do editor do atual GLN-Leopoldinense. Ali, pela primeira vez após alguns anos de pesquisas, escrevemos sobre os velhos italianos que, ajudados pelos filhos e netos, transformaram terras muitas vezes exauridas em campo produtivo. Terras de baixa produtividade que se transformaram em verdadeiras comunidades de pequenos sitiantes, em dois grandes bairros rurais, Boa Sorte e Constança, com suas chácaras, casas, escolas, campos de futebol, raias de malha, clubes e bares. Tudo construído pela vontade férrea e o trabalho duro e constante dessa gente que nunca ficou a esperar benesses. A partir daquele texto surgiu a ideia de comemorar os “90 Anos da Colônia Constança”, o que gerou uma série de cerca de trinta colunas publicadas durante mais de dois anos naquele outro jornal da cidade, graças ao apoio do mesmo editor. Avivamos as lembranças que guardávamos da Constança e Boa Sorte, contamos um pouco da história que havíamos reunido sobre a imigração e a constituição da Colônia e publicamos a genealogia de várias famílias que habitaram aquele núcleo acolhedor de muitos dos estrangeiros que vieram para Leopoldina. Muitas foram as nossas observações feitas em torno do ciclo imigratório durante todo o tempo. Centrados na Colônia Constança criada em 1910, que como outras em Minas Gerais tinha por objetivo desenvolver a produção agrícola, mostramos boa parte do ocorrido após a chegada dos imigrantes que vieram para Leopoldina a partir de 1880. Em dezembro de 2006, com a devida permissão do editor do Leopoldinense, reiniciamos a série de colunas que visava aprofundar o conhecimento do tema, propor a comemoração do Centenário da Colônia Agrícola da Constança e lembrar os 130 anos da chegada dos primeiros italianos que vieram para Leopoldina. Durante mais de três anos nós abordamos a imigração sobre os mais diversos ângulos e procuramos mostrar que a produção das lavouras, pomares, terreiros, moinhos, engenhos de cana e olarias da Colônia foi importante para o progresso da cidade. Abordamos esta produção que fez movimentar muita riqueza pelas estradas de chão batido da Colônia e pelos trilhos da E. F. Leopoldina. Falamos do grande legado deixado pelo imigrante na mistura de raças que nos proporcionou e nos exemplos de trabalho e dedicação deixados por eles. Reafirmamos a nossa crença de que foi esse imigrante que nos permitiu, sem grandes traumas, fechar o ciclo do coronelismo e iniciar o de um desenvolvimento mais igualitário, onde a riqueza deixou de estar apenas nas mãos de uns poucos e abastados fazendeiros para se espalhar pelos diversos sobrenomes italianos que hoje se destacam no comércio, na indústria, na prestação de serviços, na agropecuária e nas demais atividades produtivas desta nossa Leopoldina. Respeitando a opinião daqueles que não partilham do nosso pensamento, cremos ter prestado uma contribuição importante para com o resgate desta parte da história de Leopoldina, desconhecida até mesmo de quem dela fazia parte. Mas acreditamos que toda esta divulgação do nosso trabalho contou com a indispensável colaboração do editor do jornal e dos leitores das nossas colunas. Eles sim, foram grandes aliados com os quais contamos durante todo este tempo. E é por este motivo que, nesta derradeira coluna da série, queremos manifestar publicamente o nosso agradecimento ao Luiz Otávio Meneghite e aos ilustres leitores do seu Jornal pela paciência em nos "suportar" durante todo este tempo. Recebam o afetuoso abraço, Luja Machado e Nilza Cantoni. No próximo dia 1 de abril o jornal Leopoldinense sairá acompanhado de um caderno especial com o resumo histórico da Colônia Agrícola da Constança. |
Luja Machado e Nilza Cantoni
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