Depois
de abordarmos
alguns
aspectos
sobre
a
vida
dos
imigrantes
italianos
em
Leopoldina,
hoje
vamos
recordar
a
criação
da
Colônia
Agrícola
da Constança,
que
surgiu
para
desenvolver
a
agricultura,
aproveitando o
braço
imigrante
e as
facilidades
para
o
escoamento
da
produção
através
dos
trilhos
da
Estrada
de
Ferro
da Leopoldina.
Importante
lembrar
que
desde
a
década
de 1890 havia uma
intensa
movimentação
política
no
sentido
de
facilitar
a
entrada
de
estrangeiros,
de
modo
a
atender
a
falta
de
braços
para
a
lavoura.
A
organização
de
colônias
agrícolas
em
Minas
Gerais,
entre
outros
motivos,
foi
determinada
pela
necessidade
de
oferecer
atrativos
que
fixassem os
imigrantes
em
seu
território.
Exemplo
desta
preocupação
manifestou o
Presidente
da
Província,
em
1895, ao
declarar
que
as
dificuldades
de
manter
os
trabalhadores
“poderiam
ser
dominadas
si
o immigrante fosse
obrigado
a
tomar
o
destino
que
se
lhe
designasse;
mas
assim
não
succede,
pois
que
a
livre
escolha
de
destino
está consagrada
em
lei,
como
uma das
mais
salutares
regalias
da immigração.”
Assim
é
que
foram organizadas
colônias
em
diversas
cidades.
No
caso
de Leopoldina,
seu
povoamento
inicial
foi constituído
principalmente
por
imigrantes
chegados
antes
da
fundação
que
ocorreu,
oficialmente,
pelo
Decreto
Estadual nº 2801, de 12.04.1910,
embora
tenha começado a
existir
um
pouco
antes
desta
data.
|
Decreto
nº 2801, de 12 de
abril
de 1910
Crea uma colonia
agricola no districto da
cidade
de Leopoldina,
com
a
denominação
de Colonia Agricola da Constança.
O
Presidente
do
Estado
de
Minas
Geraes, usando da attribuição
que
lhe
confere o
artigo
57 da
Constituição
Mineira
e na
conformidade
do
disposto
no
artigo
I
parágrafo
I da
Lei
nº 438 de
setembro
de 1906, resolve crear uma colonia agricola no districto da
cidade
de Leopoldina,
com
a
denominação
de “Colônia
Agricola da Constança”.
Palacio da
Presidencia do
Estado
de
Minas
Geraes,
em
Belo
Horizonte,
12 de
abril
de 1910
WENCESLAU BRAZ
PEREIRA
GOMES
Estevão
Leite
de Magalhães
Pinto |
Relatório
de 1909 informa
que
em
02.03.1909 o
governo
adquiriu as primeiras
fazendas
a serem loteadas
para
formação
da
Colônia.
E diz,
ainda,
que
ela
foi “fundada
em
terras
das
fazendas
annexadas e denominadas Constança, Sobradinho, Boa
Sorte,
Onça
e
sítio
Puri”.
Num
primeiro
momento
ela
contou
com
uma
área
de 17.437.500,00 m², equivalentes a aproximadamente
360
alqueires,
dividida
em
60
lotes
de
cerca
de 25
hectares
ou
5
alqueires
cada.
Posteriormente,
com
a
aquisição
de
parte
da
fazenda
Palmeiras,
a
Colônia
chegou aos 73
lotes
que
foi o
seu
número
máximo.
Aqui
vale
esclarecer
que,
embora
se tenha
dito
que
os
lotes
eram de
cinco
alqueires,
esta
não
era
uma
medida
rígida.
Tanto
podermos
encontrar
lotes
com
210
mil
metros
quadrados
(4,37
alqueires),
o de nº 41,
como
de 355
mil,
eqüivalentes a 7,39
alqueires,
que
é o
caso
do
lote
nº 28.
Fernando
Sellani,
que
permaneceu no
posto
até
outubro
de 1909, foi
seu
primeiro
administrador
e, João Baptista de Almeida Paula,
que
ocupou o
lote
de nº 01, a
partir
de 01.07.1909, foi o
primeiro
morador da
Colônia.
No
relatório
de 1909 está a
informação
de
que
a
Colônia
contava
com
“17
casas
definitivas
para
colonos,
11 provisórias, 3
engenhos
para
fubá,
1
dito
de
serra,
1
dito
de
beneficiar
café,
com
motor,
2
prédios
das antigas
fazendas
Constança e Boa
Sorte,
1
roda
de
ferro
movida à
água
e 1
carroça
velha.”
Em
1909 a Constança acolheu 56
habitantes
de 11
famílias
diferentes
e
que
ocuparam os 15
lotes
até
então
preparados.
Em
1917 esta
população
atingia 1065
habitantes,
numa
média
de 15
pessoas
para
cada
lote.
Luja Machado e Nilza Cantoni
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